sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Capítulo 1 - Demonstração

 Jorge se agache ou irão nos ver!


Rapidamente este o fez num arbusto qualquer.

Olhei de soslaio para minha irmã, conversando sem ao menos balbuciar. Logo à frente me deparei com um grupo de militares, foi então que um deles teve a brilhante ideia de derrubar a sua arma ao realizar uma manobra para se exibir.
Ele me percebeu, estava nos meus pés.
Me encarou como se não fizesse parte da natureza, nas profundezas dos olhos sanguinários do soldado tive por um momento a sensação de que me mataria, eles vão me pegar, sim? Porque não? Lá pelo menos tem comida.
Afastei essa ideia, não quero voltar para lá novamente, não depois do que vi, horrível resumo.
O homem media 1,84 e vestia uma longa armadura fina de alguns centímetros de espessura, branca e com listras de afundamento cinzas no peitoral, o capacete mais parecia ao visor de astronautas na face, e um segmento do mesmo material da armadura no restante da cabeça.
Percebi a sua arma, extremamente bela como a refração do sol ao entardecer, fogo fumegante para ser mais exato.

Um espada aos meus pés, continuei imóvel.

Logo o guarda se agachou encarando me, sem ver onde estava a espada, assustador! Então a guardou na sua bainha, tão bela quanto a lâmina. O soldado levantou se rapidamente e virou se a modo de ir embora, desconfiei. Relaxei os olhos mas focando no soldado, ele voltou se tão rápido quanto um piscar de olhos e continuou a encarar me, sorte a minha ter prestado atenção aos ensinamentos de meu padrasto.
Logo foram embora, urfa!
Ainda esperei curvado por alguns minutos até o grupo sumir de vista.

Então disse minha irmã com o coração saindo pela garganta:

-Jorge não repita isso novamente, quase infarto!

Respondi como se fosse o mais sábio dos sábios:

- Não se preocupe irmãzinha, da próxima eu me visto com a armadura de invisibilidade. - E riu por momentos até sair uma careta engraçada no rosto dela.

Asseguramo-nos que não vinha ninguém ao horizonte e seguimos caminho pelas matas do Centro Oeste, mas e a Caatinga? Cortava todos com o facão, e os via cair como todos nós caímos diante da dela, usurpou se de todos, tiraram lhes os maridos de muitas esposas em guerras, mataram muitos por fome, e por fim dominaram a Mãe terra que ainda luta contra eles em seus cataclismos.
Caminhamos por horas até o entardecer, estávamos cansados e exaustos da noite anterior, quando eu queimei alguns milhares de fardos de comida no segundo maior armazém do Ocidente e acabei fugindo por horas até despistar os guardas.
Parei um momento para admirar a luz da lua, tão bela! E num ponto de minha vida refleti; fiquei perplexo com tudo e olhei de longe Sophie, a sua idade, garota tão bela e inocente tinha seus 11 anos em meio ao auge de sua infância, uma pena estar nesse mundo sombrio, então disse:
- Sophie, vou jurar a você, um dia iremos ao Oriente, e lá viveremos na terra prometida! - falei com sinceridade não minto. - Lá seremos reis.
E ainda fico me perguntando o por que de termos uma vida como esta, enquanto há inúteis seres nas províncias do Império exercendo a perversidade mais escrupulosa da humanidade em inúmeros sobreviventes, Fato!
Passaram algumas horas mato a dentro e Sophie exclamou:
- Jorge estou com muita fome e não aguento mais olhar para o horizonte! - estava realmente exausta, e então disse novamente; - O que são aquelas luzes ao longe? - Falou com um tom empolgante, o mesmo de quando quase fomos pegos pelos guardas.
Toquei me a olhar e observei uma linha pontilhada de luzes, logo falei; - Vamos deve estar perto.
O quanto antes chegássemos mais rápido ela descansaria. Seguindo na mata aos joelhos, e já haviam poucas árvores eu já poderia ousar ver construções, em ruínas? Talvez!

Angelo.

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