Em um dia desses qualquer me deparei com o que estava acontecendo ao meu redor, nada comum eu diria, nada estava do jeito de antes parecia mais um furacão do que uma enchente nos morros. Eu estava lá e sentia o que era, eu sabia e não sentia medo, o que tinha mudado em minha rotina naquele dia da capital cinzenta? Talvez uma vontade de algo, dúvida? Provável. Havia ruídos em que o som me dizia: Olhe para o quinto dos infernos e o reinvente, e refletia em meus pensamento, no que refletir no que pensar? Eu só queria continuar a rotina e esquecer aquela nostalgia do sistema, esquecer o que ele queria me mostrar, eu queria viver.
Bem, apesar de ainda estar rodeado com tais pensamentos naquela manhã coloquei minhas vestes e logo segui para a instituição de ensino, aos berros já escutava antes de dobrar a esquina mal tapada de degraus, prossegui mesmo com o vento me repetindo: olhe para o quinto dos infernos e reinvente.
Passei pela sentinela com os olhos voltados para a cerâmica, tão bela era, dava para perceber a continuidade das entrelinhas entre seu finito e suas curvas esbeltas, polidas sobre um atrito desafiador para os mais sábios patinadores, e esguias andando, correndo com o atraso e sem pensar no tempo.
Persistir em abrir o natural mas pouco me convém aprender, somos todos uma fonte do nada ao que nos produz poucos espantos, e temos o que não podemos no que ter e sim ser.
Angelo.